sexta-feira, 2 de abril de 2010

Escritores

Tobias Barreto de Meneses (7 de junho, 1839 - 26 de junho, 1889)
Foi um Brasileiro poeta, filósofo, jurista e crítico, famoso por criar o "Condorism"Romantismo e revolucionando brasileira e poesia. Ele é o patrono da cadeira 38 da Academia Brasileira de Letras.




A Escravidão

Se Deus Quem é Deixa o Mundo
Sob o peso oprime o Que,
Se Ele consente crime esse,
Que se chama escravidão,
Homens livres Para Fazer,
Para arrancá-los do Abismo,
EXISTE UM Patriotismo
Maior Que uma religião.

SE LHE Não Importa o escravo
Que um SEUS Pés queixas deponha,
Cobrindo assim de vergonha
A face dos anjos SEUS
Em seu delírio inefável,
Praticando uma Caridade,
Nesta Hora uma Mocidade
Corrige o Erro de Deus! ...



Amar

Amar é fazer o ninho,
Que duas almas contém,
Ter medo de estar sozinho,
Dizer com lágrimas: vem,
Flor, querida, noiva, esposa...
Cabemos na mesma lousa...
Julieta, eu seu Romeu:
Correr, gritar: onde vamos?
Que luz! que cheiro! onde estamos?
E ouvir uma voz: no céu!

Vagar em campos floridos
Que a terra mesma não tem;
Chegamos loucos, perdidos
Onde não chega ninguém...
E, ao pé de correntes calmas,
Que espelham virentes palmas,
Dizer-te: senta-te aqui;
E além, na margem sombria,
Ver uma corça bravia,
Pasmada olhando pra ti!
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Paulo Marques. (26/06/2010-Laranjeiras - Botafogo-RJ-)


Sou um escrito que não me defino como um poeta, mas abraço a cerne da poesia para transcrever minha divindade na razão de tudo que possa ser-se na existência da humanidade que possuímos. Guitarrista por escolha de minha essência, a qual me permite na composição poética da sonoridade musical de minhas musicas e canções. Arte da qual incluo ao tocar ou cantar qualquer outra canção que não seja de minha autoria, onde me deixo exposto tanto na poesia escrita quanto na sonora. Acedi na escrita meus pensamentos, não permitindo que ideias particulares interviessem na construção de minha literatura, apenas quando meu particular surge de encontro com o universal. Sou autor de três livros “Vida Minha Vida Sua” (Volumes 1, 2 e 3). O primeiro expondo com o próprio titulam que se expõe o segundo trás um subtítulo de “O Fosso do Amor” e o terceiro trás o subtítulo “A Busca Eterna”. Os três publicados na formação de livretos “Edição independente”, mas com meus direitos autorais preservado.
“Minhas poesias sempre surgiram de minha vida vivenciada do cotidiano, surgida no começo por inspirações de canções que surgiam de minha expressão musical, compostas pelo meu Eu Divino ou dos sentimentos provocados pelo canto de outro alguém. Mas depois deparei com a possibilidade de a poesia manter-se na razão e da razão se fazer em poesia, procurando deste jeito nos elevar a um conceito de vida prazeroso sem deixar que a idiotia nos envolva por completo. O que não escrevo nos versos das canções, eleva aos improvisos de frases que surgem aos toques de meus dedos em minha guitarra, designo deste jeito a sonoridade da reflexão longínqua do pensamento, onde só a conexão dos sentimentos possa ser sentida”.





“Filho Teu África”

Perdoe-nos África ainda somos ignorantes, covardes e cobiça no capitalismo e socialismo...
Ilustramos o amor para nós, mas ignoramos a nossa semelhança.
Meu desejo não me torna filho teu, nem a cor de minha pele vai me tornar igual aos seus filhos, mas o meu estado psíquico que desperta o amor que me impele ao belo de seu corpo geográfico faz-me pequeno na terra em que vivo na qual contenho a compreensão de que nenhum negro que fique de costa para ti, possa considerar-se filho teu. Qualquer que seja homem ou mulher que não abraçá-la e chamá-la de mãe não são dignos do sopro da vida e deverá ser lançado aos confins da terra, para ser retirado do livro da vida.
Meu desejo de abraçá-la em seu leito, onde absorves as lágrimas do céu à qual se esvai tornando vida a seus filhos é imenso. Não percebem que tu eis o diamante do universo, que seu tesouro eis teus filhos que morrem em teus braços. Mas que tu ainda sobrevives nutrindo ar aos seus filhos. Respira filhos da mãe que continua a viver por nós, que se mantém viva para a negritude de nossa pele.
Ergam-se filhos da terra abençoada que gerou toda a nossa raça e nossa etnia, ergam-se na paz, mas empreitando a luta da liberdade conquistada por seus irmãos. E não derrame o sangue dos teus irmãos, pois se mata o filho de tua mãe, não merece ser chamado por ela de filho...
Minha doce África eles não sabem o como são abençoados, não sabem viver longe de ti, mas também não sabem como viver em ti...
Não percebem que tu estás acima de quaisquer deuses... Que tua criação foi gerada em ti mesma, pois o universo te abraçou como filha, mas te possuiu como fêmea evipara nos definindo como filhos teu na concepção dele...
Deixaste-te tu como sua primogênita e te tornaste o primeiro romance dentro dele... Vós despertastes a paixão no universo, de todos os seus amores o universo a tem como a violeta de seu jardim, nem a rosa tem tamanho prestigio em seu espaço.
África compito a ti, mas não posso viver em ti, não sei dos costumes de meus irmãos, não sei como viver entre eles, não sei ser seu filho. Massacraram a minha essência, tiraram de mim tudo o que tu tens, deixaram apenas um pouco da tua etnia...
Furtaram a minha infância, acendi educando com o que tinha ao meu redor, pois, estava distante de ti, sentindo o vácuo enorme em minha alma, que é a falta sua em minha vida, perdoe aquele que não merece ser chamado por ti de filho.
Minha doce África aquela que poderia gerar seus netos tem a pele branca, mas seu sangue é negro, seus olhos são um mistério, um arco-íris em minha vida, pois em seu lugar ela dispôs a ficar tomando conta dessa prole sua, mantendo-me o ar nos pulmões, dando-me esperança do lado bom de nossa raça e da nossa etnia. Oh África espero que um dia alcance a honra de ser chamado por ti de filho.
Paulo Marques.


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Antônio Frederico de Castro Alves (Curralinho, 14 de março de 1847 — Salvador, 6 de julho de 1871)
Suas poesias mais conhecidas são marcadas pelo combate à escravidão, motivo pelo qual é conhecido como "Poeta dos Escravos". Foi o nosso mais inspirado poeta condoreiro. Poeta que pertenceu a última fase do romantismo brasileiro. Extremamente sensível às inspirações revolucionárias e liberais do séc. XIX viveu com intensidade os grandes episódios históricos do seu tempo e foi, no Brasil, o anúncio da Abolição e da República; devotou-se apaixonadamente à causa abolicionista, o que lhe valeu a codinome de "Cantor dos escravos". Teve intensa vida sentimental, havendo desempenhado importante papel em sua lírica a ligação amorosa com a atriz Eugênia Câmara. Duas vertentes se distinguem em sua poesia: a feição social e humanitária, a Vitor Hugo, em que alcança momentos de fulgurante eloqüência épica; a feição lírico-amorosa, mesclada da sensualidade de um autêntico filho dos trópicos.



A Canção do Africano (Recife, 1863).

Lá na úmida senzala,
Sentado na estreita sala,
Junto o braseiro, no chão,
Entoa o escravo o seu canto,
E ao cantar correm-lhe em pranto
Saudades do seu torrão...

De um lado, uma negra escrava
Os olhos no filho crava,
Que tem no colo a embalar...
E à meia voz lá responde
Ao canto, e o filhinho esconde,
Talvez, pr'a não o escutar!

"Minha terra é lá bem longe,
Das bandas de onde o sol vem;
Esta terra é mais bonita,
Mas à outra eu quero bem!

"O sol faz lá tudo em fogo,
Faz em brasa toda a areia;
Ninguém sabe como é belo
Ver de tarde a papa-ceia!

"Aquelas terras tão grandes,
Tão compridas como o mar,
Com suas poucas palmeiras
Dão vontade de pensar...

"Lá todos vivem felizes,
Todos dançam no terreiro;
A gente lá não se vende
Como aqui, só por dinheiro".

O escravo calou a fala,
Porque na úmida sala
O fogo estava a apagar;
E a escrava acabou seu canto,
P'ra não acordar com o pranto
O seu filhinho a sonhar!
.............................
O escravo então foi deitar-se,
Pois tinha de levantar-se
Bem antes do sol nascer,
E se tardasse, coitado,
Teria de ser surrado,
Pois bastava escravo ser.

E a cativa desgraçada
Deita seu filho, calada,
E põe-se triste a beijá-lo,
Talvez temendo que o dono
Não viesse, em meio do sono,
De seus braços arrancá-lo!



O Navio Negreiro “Tragédia no mar”. (São Paulo, 18 de abril de 1869).
I
'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... Cansam
Como turba de infantes inquieta.

'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro...

'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? Qual o oceano?...

'Stamos em pleno mar.. . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...

Donde vem? Onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.

Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade!

Oh! Que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! Como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!

Homens do mar! Ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!

Esperai! Esperai! Deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...
..........................................................
Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! Quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!

Albatroz! Albatroz! Águia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! Dá-me estas asas.
II
Que importa do nauta o berço,
Donde é filho, qual seu lar?
Ama a cadência do verso
Que lhe ensina o velho mar!
Cantai! Que a morte é divina!
Resvala o brigue à bolina
Como golfinho veloz.
Presa ao mastro da mezena
Saudosa bandeira acena
As vagas que deixa após.

Do Espanhol as cantilenas
Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor!
Da Itália o filho indolente
Canta Veneza dormente,
— Terra de amor e traição,
Ou do golfo no regaço
Relembra os versos de Tasso,
Junto às lavas do vulcão!

O Inglês — marinheiro frio,
Que ao nascer no mar se achou,
(Porque a Inglaterra é um navio,
Que Deus na Mancha ancorou),
Rijo entoa pátrias glórias,
Lembrando, orgulhoso, histórias
De Nelson e de Aboukir.. .
O Francês — predestinado —
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir!

Os marinheiros Helenos,
Que a vaga jônia criou,
Belos piratas morenos
Do mar que Ulisses cortou,
Homens que Fídias talhara,
Vão cantando em noite clara
Versos que Homero gemeu ...
Nautas de todas as plagas,
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do céu! ...
III
Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais... Inda mais... Não pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!

IV
Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... Estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...

Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!

E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... O chicote estala.
E voam mais e mais...

Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!

No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."

E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!...

V
Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... Se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! Noites! Tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!

Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!...

São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . .

São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... Bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael.

Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus...
... Adeus, ó choça do monte,
... Adeus, palmeiras da fonte!...
... Adeus, amores... Adeus!...

Depois, o areal extenso...
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos... Desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...
Ai! Quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer.

Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... O porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...

Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute... Irrisão!...

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! Noites! Tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! ...

VI
Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! Meu Deus! Mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... Chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...

Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! Arranca esse pendão dos ares!
Colombo! Fecha a porta dos teus mares!

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Carlos Drummond de Andrade (31 de outubro de 1902 - 17 de agosto de 1987)
“O seu poema "Canção Amiga" ("Song Friendly") foi impressa na nota de $50 cruzados”.








"José" – (É um poema de desolação).

E agora, José?
A festa acabou,
As luzes estão apagadas,
A multidão se foi,
A noite esfriou,
E agora, José?
E agora, você?
que sem um nome,
que zomba dos outros,
você que escrevem poesia
que o amor, de protesto?
E agora, José?
Você não tem esposa,
Você não tem nenhum discurso
Você não tem carinho,
Você não pode beber,
Você não pode fumar,
Você não pode sequer cuspir,
A noite esfriou,
O dia não veio,
O bonde não veio,
O riso não veio
Utopia não veio
e tudo terminou
E tudo fugiu
E tudo apodreceu
E agora, José?
E agora, José?
Suas palavras doces,
Sua instância de febre,
Sua gula e jejum,
Sua biblioteca,
Sua mina de ouro,
Seu terno de vidro,
Sua incoerência,
Seu ódio-e agora?
Chave na mão
Você deseja abrir a porta,
Mas não existe porta;
Você quer morrer no mar,
Mas o mar secou;
Você quer ir para Minas
Mas Minas não está mais lá.
José, e agora?
Se você gritou:
Se você gemeu,
Se você jogou
Uma valsa vienense,
Se você dormisse,
Se você se cansar,
Se você morresse ...
Mas você não morre,
Você é teimoso, José!
Alone in the dark
Como um animal selvagem,
Sem tradição,
Sem parede nua
Para se encostar,
Sem cavalo preto
que foge a galope,
Você marcha, José!
José, para onde?

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Khalil Gibran (Nascido Gubran Gubran Khalil - Árabe - 6 de janeiro de 1883 - 10 de abril de 1931).

Kahlil Gibran foi um “Libanês” naturalizado Americano, artista, poeta e escritor. Ele é conhecido principalmente por seu livro de 1923 “O Profeta”, uma série de ensaios filosóficos escritos em Inglês prosa. Um dos primeiros exemplos de Inspirado ficção. Na opinião de pesquisadores Gibran é considerado o terceiro poeta mais lido na história, atrás Shakespeare e Lao Tzu.
Estes trás a melhor definição do sentimento do amor inclusive trás esse titulam “O Amor”, Gibran trás com sabedoria o que o amor pode provocar e o caminho que ele “O Amor” nos arrasta. É sem margens de dúvida a melhor definição deste sentimento em versos da literatura do mundo dos seres – humanos. Alcancei em “Amor” minha profunda essência na literatura, provocou em mim uma união definitiva com a razão na vida, me definiu no meu todo do Eu Divino. Estes versos me caminharam com mais força à literatura que agora destelho...









“Khalil Gibran, Fotografia por Fred Holland Day, C. 1898”

Gibran mãe, junto com seu irmão mais velho, Pedro, queria que ele absorver-se mais da sua própria herança cultural e não apenas a estética da cultura ocidental, ele foi levado de volta à sua origem, assim com a idade de quinze anos, Gibran retornava à sua terra natal para estudar em uma Maronita Prazo escola preparatória e instituto de ensino superior em Beirute. Ele começou como um estudante na revista literário com um colega e foi eleito "o poeta da faculdade". Ele ficou lá por vários anos antes de retornar a Boston em 1902, mas duas semanas antes de ele voltar, sua irmã morreu de tuberculose na idade de 14 anos. No ano seguinte, Peter morreu da mesma doença e sua mãe morreu de câncer.
Abu



Nuwas, Desenho de Kahlil Gibran.



Gibran realizou sua primeira exposição de arte de seus desenhos em 1904 em Boston, durante esta exposição, Gibran conheceu Mary Elizabeth Haskell, a diretora respeitada com dez anos a mais do que Gibran. Os dois formaram uma amizade importante que durou o resto da vida de Gibran. Embora que discretamente sua correspondência revela uma intimidade exaltada com Mary...



Então, Almitra disse: "Fala-nos do Amor".
E ele ergueu a cabeça e olhou para o povo, e um silêncio caiu sobre eles. E com uma grande voz, disse:

Quando o amor vos fizer sinal, segui-lo,
Embora seus caminhos sejam duros e escarpados.
E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos;
Embora a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir.
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento norte devasta o jardim.
Pois assim como o amor vos coroa assim ele vos crucifica. Mesmo que ele é para o seu crescimento também é para a sua poda.
Mesmo que ele suba até vós e acaricie os mais ternos ramos que tremem ao sol,
Então ele deve descer às suas raízes e as sacode no seu apego à terra.
Como molhos de trigo ele vos junta a si.
Ele vos debulha para expor vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até à alvura.
Ele amassa até que você esteja flexível;
Então, ele vos leva ao fogo sagrado, que você pode tornar-se pão sagrado para a sagrada festa de Deus.
Toda esta coisa vos fará o amor que você pode conhecer os segredos do seu coração, e em que o conhecimento tornar-se um fragmento do coração da Vida.
Mas, se no vosso temor, procurardes somente a paz do amor e o prazer do amor,
Então é melhor para que você cobrir sua nudez e sair do chão do amor-trilha,
No mundo sem estações, onde rireis, mas não todos os vossos risos, e chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si mesmo e nada recebe senão de si mesmo.
O amor não possui nem quer ser possuído;
Pois o amor é o amor bastava.
Quando você ama você não deve dizer: "Deus está no meu coração", mas sim, eu estou no coração de Deus. “
E não pense que você pode dirigir o curso do amor, por amor, se vos achar dignos, dirigirá o seu curso.
O amor não tem outro desejo senão consumar-se.
Mas se você ama e precisardes ter desejos, sejam estes os vossos desejos:
Derreter e ser como um riacho que canta sua melodia para a noite.
Para conhecer a dor de tanta ternura.
Ser ferido pela vossa própria compreensão do amor;
E sangrar com vontade e alegremente.
Para acordar de madrugada com um coração alado e dar graças por mais um dia de amor;
Para descansar na hora do meio-dia e meditar sobre o êxtase do amor;
Para voltar para casa à noite com gratidão;
E então dormir com uma prece para os amados do vosso coração e um cântico de louvor nos vossos lábios.

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

O porquê de serem os melhores álbuns...

O álbum trás o nome que é intitulado a banda "Scott-Free" termo usado nos Estados Unidos no tempo de caça as clandestinas destilarias de bebidas chamadas de "fundo de quintal", mas a força do álbum esta em todo o seu conteúdo exposto, deste a arte fotográfica, letra, sonoridade, músicos e instrumentos musicais, mas que mantém a guitarra na premisse da sonoridade deste álbum. Mas a balada que trás uma pulsação bluseira "The Marques Power Blues" tornou-se até o momento o carro forte deste álbum, pois, trás a força rítmica de minha essência na guitarra, mas na literatura da canção deixo meus versos em "The Marques" onde exponho a minha essência da alma que constitui meu nome e o que realmente me tornei. A "Corner Time" é uma musica que apenas a criei no enredo da poesia fictícia literária e da sua sonoridade de melodia e pulsação rítmica, pois, fiz questão que Marcos Galdino (baterista) Tales Nasso (guitarra base) onde sua participação além da letra foi construir sonoramente uma base sem meus ingredientes inseridos na musica, nem mesmo deixar-se se influenciar na melodia, apenas se concentrar na pulsação rítmica da musica e Cleiton Lourenço (vocal) que determinei uma busca na melodia pronta o seu canto, devasso, mas compassado na melodia, foi assim que deixei surgi essa criação à disposição da arte em conjunto que se originou-se em grupo de uma vontade surgida de minha essência... O enredo acompanha-se no titulo, mas essa esquina é a transmute da essência da alma, onde se translade a adolescência para sua forma adulta sem se perder...
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Poderíamos até escrever que o melhor deste álbum é o B.B.King e realmente é o complemento mais importante deste álbum (de outros também), pois, sem ele este álbum não teria a sonoridade de "1. Introduction 2. The Thrill Is Gone 3. Sweet Little Angel 4. Nobody Loves Me But My Mother 5. Guess Who 6. King's Shuffle 7. Outside Help 8. I've Got A Mind ToGive Up Living 9. Ain't Nobody Home", mas não deixaríamos de acrescentar a sobremesa deste álbum que são: With Eddie Rowe, Joseph Burton, Kenny Walker III, Bobby Forte, Louis Hubert, Ron Levy, Milton Hopkins & Wilbert Freeman. É de B.B.King a frase "Se eu tivesse estudado, o meu estilo seria melhor" Ele se referia à guitarra. Mas lhe digo meu amigo B.B.King, que o embaixador do Blues mostrou como se toca na simplicidade o melhor do Blues! Abraços!

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Este álbum talvez venha ser o álbum mais problemático de todos os tempos, mas também é uma valiosa amostra de que o segredo do sucesso venha ser realmente a persistência, a determinação de AXL Rose provou isto. Foi um tempo muito grande para o lançamento de álbum, mas as forças estranhas que Rose divulga ter sido empregado contra sua arte não prevaleceu, ainda bem (risos). Claro que o seu talento artístico como líder nato da banda de rock no Guns N 'Roses ficou também consumado. Seu inconfundível vocal não ficou prejudicado com a nova formação de talentosos guitarristas que surgiram, com sonoridade diferente, roupagem musical nova na banda. Mesmo passando por tudo que é mais desagradável a uma banda rock, tal como a proibição do álbum “Chinese Democracy” na Republica popular da China, devido a faixa numero 1 do disco que é também intitulado o nome do álbum... A banda esta aí firme como nunca... Meus parabéns! – Rose-Finck-Tobias-Reed,Costanzo e Cardieux esse é o cardápio de talentos que se encontra na gravação da faixa 1 Chinese Democracy”!
E tem de passagem nos palcos o talentoso Buckethead...
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Jimi não precisa de mais nada para incluir-se no melhor dos melhores guitarristas de todas as épocas, mas agora com surgimento de “Valleys of Neptune” lhe é acrescentado mais um detalhe do guitarrista que popularizou toda psicadélica mental de expor-se sonoramente em seu estilo de ser nos palcos com a onda sonora de sua guitarra... A “Hear My Train a Comin’” trás um feeling diferenciado do que estamos acostumados de Hendrix, mas mantendo a sensação bluseira de Hendrix. O álbum todo é uma delicia sonora de musica em canções que Hendrix iria terminar se não fosse a tragédia da perda de sua vida, mas a “Valleys of Neptune” canção que trás o titulo do álbum é sem dúvida um cristal... O álbum trás todas as canções escritas e compostas por Jimi Hendrix, com exceção de "Bleeding Heart", de Elmore James e “Sunshine of Your Love", de Pete Brown, Jack Bruce e Eric Clapton. Um álbum indispensável em uma biblioteca...

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Continuum é o 3° álbum de estúdio de John Mayer, a produção feita por Mayer e Steve Jordan. Incorporou a essência musical do blues. Continuum com críticas positivas dos críticos mais conceituados no mundo musical ganhou vários prêmios, incluindo um Grammy Award de Melhor Álbum Pop Vocal nos 49 Prêmios Grammy. Rolling Stone Magazine nomeou-o o melhor álbum de onze de 2006. Mas aponto este entre os melhores não por causa dos vários milhões vendidos e sim devido a sua sensibilidade ao tocar guitarra, ao incorporar a essência de Steve Ray Vaugh e Jimi Hendrix. Todo o trabalho de John Clayton Mayer pode ser adquirido sem medo, pois todas alcançam o talento em que encontro em “Vultures" (Mayer, Steve Jordan, Pino Palladino), "Slow Dancing in a Burning Room” (Mayer), "Bold as Love" (The Jimi Hendrix Experience cover) e In Repair" (Mayer, Charlie Hunter).











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O estilo de abordagem sonora que ele extrai do violão sempre me fascinou, devido à agressividade de extrair classicamente sua sonoridade. O Bêbado e o equilibrista me deixaram perplexo com a desenvoltura de Bosco tanto na harmonia sonora de seu violão, quanto na melodia de seu vocal... Esta é uma obra para ser adquirida junto a esta outra “Não Vou pro céu” Indispensável a uma biblioteca de um musico mesmo esse sendo apenas roqueiro!








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Ele é conhecido como o "Pai da Bossa Nova." Suas gravações, incluindo várias músicas por Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, Estabeleceram o novo gênero musical na década de 1950. O samba é conhecido pelos americanos como um Jazz latino, e a bossa nova mantêm o requinte do jazz americano em torno de sua essência musical, e um dos melhores para expressar esse dois mundos é sem duvida João Gilberto.Ele é sem dúvida um dos músicos mais exigentes quanto à acústica do local em que vai expor sua sonoridade musical, mas é isto que o espaça dos demais... Toda sua obra é de uma arte sublime quanto à sonoridade musical, o seu estilo único na Bossa trás um bem estar ao samba que é impossível não ter uma ligação ao seu trabalho sonoro. Este trabalho é sem duvida um das muitas apresentações excelente de João Gilberto.

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Entre outros talentos Dizzie Gillespie sempre me deixou fascinado pela sua interpretação jazzística no Jazz, a primeira musica que ouvi de Dizzie Gillespie foi “Groovin’ High”, por isto trago este álbum de Dizzie, onde vocês poderão ver os nomes de tantos outros talentos que participaram, mas não esqueçam que Dizzie é o líder... Musicas que aprecio bastante de Dizzie e que não se encontra neste álbum é a “Ool-ya-koo” e a famosa ”My old Flame”.“Gillespie é quase inseparável de seu trompete, marca da qual o cujo sino dobra para cima em um ângulo de 45 graus ao invés de apontar para frente como no desenho convencional.Em homenagem a esta marca, o Smithsonian National Museum of American History recolheu trompete Gillespie”.




Groovin 'High 1992 é um álbum compilação de sessões ao vivo pelo jazz compositor e trombeteiro Dizzy Gillespie. A compilação apresenta Gillespie com uma série de combinações com outros músicos, incluindo o seu 1946 big band, Charlie Parker, Um sexteto com Dexter Gordon e um combo com Sonny Stitt.


01-"Boogie N 'Blue' (Dizzy Gillespie, Frank Paparelli) - 3:00
02-"Groovin 'High"(Gillespie, Paparelli) - 2:40
03-"Dizzy Atmosphere" Gillespie () - 2:45
04-"Todas as coisas que você está"(Oscar Hammerstein, Jerome Kern) - 2:52
05-"Salt Peanuts"(Kenny Clarke, Gillespie) - 2:20
06-"Hot House" (Tadd Dameron) - 2:27
07-"Sh'Bam Oop Bop" (Ray Brown, Gil Fuller, Gillespie) - 3:06
08-"Isso é Earl, Brother" (Brown, Fuller, Gillespie) - 2:55
09-"Nossa Delight" Dameron () - 2:40
10-"One Hit Bass, Pt 2." (Brown, Fuller, Gillespie) - 2:46
11-"Things to Come" (Fuller, Gillespie) - 2:47
12"Idéia Ray" (Brown, Fuller, Gillespie) - 3:09
13-"Emanon" Gillespie (Shaw) - 3:11

Ray Abrams - saxofone, sax tenor +Taswell Baird - trombone +John Brown - Saxofone, sax alto + Ray Brown - baixo +Dave Burns - trombeta +Conchas Carey - saxofone, sax alto +Big Sid Catlett - tambores + Kenny Clarke - Bateria +Cozy Cole - Bateria +Leon Cormenge - trombone +Talib Dawud] - trompete +Kenny Dorham - Trompete +Bill Frazier - saxofone +Dizzy Gillespie - Trompete, líder +Dexter Gordon - Sax (tenor) +Al Haig - piano +Joe Harris - Bateria +Clyde Hart - Piano +Milt Jackson - vibrafone +Howard E. Johnson - Saxofone, sax alto +Yujiro Kasai - remasterização +John Lewis - Piano +Warren Lucky - saxofone, sax tenor +John Lynch - Trompete +Shelly Manne - Bateria +Matthew McKay - trompete +Alton Moore - Trombone +Raymond Orr - trompete +Remo Palmieri - guitarra +Frank Paparelli - Piano +Charlie Parker - Alto, sax alto +Leo Parker - sax barítono +Curly Russell - Baixo +Shipinski Murray - baixo +Sonny Stitt - Sax (alto) +Gordon Thomas - Trombone +Lucky Thompson - Sax (tenor) +Rudy Van Gelder - Remasterização +Chuck Wayne - Guitarra +Elmon Wright – Trompete.

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África Brass é um álbum de 1961, com John Coltrane, não é apenas mais um álbum de Jazz é a essência do Jazz, é a premisse de toda a história deste estilo musical
O segundo LP, atenuados a partir das mesmas sessões, foi lançado em 1974. Foi intitulado África Brass Sessions, Volume 2. “Ele apresentava uma versão do espiritual era da escravidão”.
Este álbum eu gostaria de possuir em seu vinil, pois, esta obra é fundamental a todo musico, eu como guitarrista absorvi muito conhecimento adquirindo esta sonoridade e o discernimento musical que o envolve...







John William Coltrane (Por vezes abreviado para "Trane"; 23 de setembro de 1926 - 17 de julho de 1967. Foi um Americano saxofonista de jazz e compositor.
“Trabalhava “na variedade de ““ “jazz” e” hard bop” idiomas no início de sua carreira, Coltrane foi pioneiro no uso de modos em jazz “Jazz modal é jazz que usa modos musicais em vez de acorde progressões como uma estrutura harmônica”.
Como sua carreira desenvolveu, a música de Coltrane foi tomando progressivamente uma extensão espiritual. Sua segunda esposa foi à pianista Alice Coltrane, e o seu filho Ravi Coltrane também é um saxofonista. Ele entusiasmou inúmeros músicos, e continua sendo um dos saxofonistas tenor mais expressivos da história do jazz. Ele recebeu muitos lauréis, entre eles uma porvindoura referência especial do Prêmio Pulitzer em 2007 por sua "perita improvisação de musicalidade” Ele é um dos ícones centrais na história do jazz.

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Não tenho como descartar esses dois álbuns, pois, a beleza sonora da musicalidade da voz na sensualidade de Indi. Arie me conquistou deste a sua apresentação no DVD “A História do Blues” com Strange Fruit, e nestes dois álbuns ela mostra o porquê conquista espaço nas bibliotecas de músicos e críticos. Quem busca versatilidade nas canções ou simplesmente deseja absorver a essência de uma boa condutora de sonoridade vocal, deve obter estes dois álbuns...

1. Intro
2. Vídeo
3. Promises
4. Brown Skin
5. Strength, Courage & Wisdom
6. Nature
7. Back To The Middle
8. Ready For Love
9. Interlude
10. Always In My Head
11. I See God In You
12. Simple
13....My Life
14. Beautiful
15. Outro
16. Wonderful (Bonus Track)

1.These Eyes
2. The Heart of the Matter
3. Good Mourning
4. Private Party
5. There's Hope
6. India'song
7. Wings of Forgiveness
8. Summer
9. I Am Not My Hair
10. Great Grandmother
11. Better People
12. I Choose
13. This Too Shall Pass

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Essa é uma das bandas que mais passou dificuldade para obter seu lugar nos palcos da estrada do rock, mas conseguiu em sua determinação a sua perspectiva do sucesso merecido.O álbum abaixo a qual tenho um desejo imenso de possuí-lo me é discernido como duplo e a sua força é todo o seu conteúdo, porém indicio “Hold Back The Water” (que se encontra no disco 1)como força construtiva sonora e construtora do sucesso da banda, apesar de sua letra mostrar interesse ao seu autor devido a sua simplicidade de conteúdo. Porém é uma banda que ajudou a me construir na vida sonora dentro do rock, devido a sua sonoridade na sua musicalidade... Realmente esse álbum em minha opinião é o melhor do melhor de Bachman Turbe Overdrive!
Disco 1

1 The Letter 4:35
2 I Think You Better Slow Down/ Slow Down Boogie 9:10
3 Hold Back The Water 5:10
4 Blue Collar 6:10
5 Gimme Your Money Please 4:45
6 Stayed Awake All Night 4:11
7 Thank You For The Feelin' 4:08
8 Takin' Care Of Business 4:50
9 Give It Time 5:41
10 Welcome Home 5:33
11 Let It Ride 4:26
12 Free Wheelin 3:47
13 Sledgehammer 4:36
14 Blue Moanin' 3:42

Dsico 2
1 You Ain't Seen Nothing Yet 3:51
2 Not Fragile 4:07
3 Rock Is My Life, And This Is My Song 5:05
4 Roll On Down The Highway 3:56
5 Four Wheel Drive 4:25
6 Hey You 3:33
7 Flat Broke Love 3:50
8 Don't Let The Blues Get You Down 4:11
9 Find Out About Love 4:43
10 It's Over 3:23
11 Take It Like A Man 3:41
12 Looking Out For No.1 5:21
13 Down To The Line 4:01
14 Don't Get Yourself In Trouble 10:35
15 Shotgun Rider 5:23
16 I'm In Love 3:54
17 Heartaches 3:52

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Um dos melhores LP de Al Stewart, pouco do muito que posso dizer deste é ouvi-lo, principalmente a balada year of the gat...








1. Lord Grenville - 05:03 Al Stewart
2. On The Border - 03:23 Al Stewart
3. Midas Shadow - 03:11 Al Stewart
4. Sand In Your Shoes - 03:04 Al Stewart
5. If It Doesn't Come... - 04:30 Al Stewart
6. Flying Sorcery -) 04:23 Al Stewart
7. Broadway Hotel - 03:59 Al Stewart
8. One Stage Before -04:42 Al Stewart
9. Year Of The Cat - 06:43 Al Stewart

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sábado, 27 de março de 2010

Cristianismo Infracto...

Vamos nos deixar concentrar em expor a falta de conhecimento de alguns cristãos... Não desejo entrar em detalhes nas doutrinas ou estilo de vida de cada denominação cristã, mas sim deixar claro que através de alguns fragmentos nasce um conceito de vida prejudicial não somente a pessoa que comete, mas a comunidade da igreja e do povo que não pertence às denominações cristãs, mas vive de acordo com certos princípios da vida cristã...
A uma jovem de ensino cristão faltava-lhe tal discernimento...
Enviei-lhe este:

O instrumento da morte de Jesus é mencionado em textos bíblicos como Mateus 27:32 e 40. Ali, a palavra grega stau•rós é traduzida por “cruz” em várias Bíblias em português, e o costume dos Romanos era a crucificação.
Em relação ao fato de ser estaca em forma de cruz ou não, depende muito do ponto de vista e interpretação da denominação de cada igreja...
Mas não devemos estudar a historia como estória...
É dever de todo cristão deixar cair o véu da religiosidade e abraçar com fé, mas sem deixar de acrescentar sabedoria ao buscar a verdade nos textos bíblicos, pois, “A verdade nos libertará da escravidão, da escuridão do mundo, da cegueira que é provocada pelo medo”.
Ele foi crucificado em sacrifício...
-Sacrificado é visto no conceito religioso que a própria bíblia mostra...
-Crucificado é visto pela historicidade bíblica, não importando em que posição seus braços foram colocado, pois a crucificação era uma pratica exercida pela Roma antiga, a qual ela exercia a pena de morte. Os judeus tinham pena de morte através de apedrejamento, hoje temos parte da África que ainda pratica essa pena de morte o apedrejamento, os Estados Unidos normalmente a injeção letal, a china usa fuzilamento e assim por diante.
Portanto usar a palavra crucificação na morte de Cristo não é errado, mas sim como identificar a sua pena de morte.
Já usar a palavra, “sacrificado” também não é errado, mas se for para expressar o motivo de sua morte, como muitos preferem mostrar, que não há mais sacrifício de sangue, pois o ultimo já teria sido realizado por Ele...
Mas se haver insistência em assemelhar a palavra crucificado a cruz, não esqueça que há varias formas de cruz...
Portanto ao narrar à história, descrevendo como Cristo morreu, dissemos Ele foi Crucificado, pois, se eu disser que Ele foi sacrificado, alguém perguntara;
Como Ele foi Sacrificado?
E eu lhe responderei...
Ele foi crucificado...
E a pessoa entenderá que Ele foi pregado em uma madeira, independente da forma desta madeira.
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Ao participar de uma reunião dos novos convertido de uma determinada congregação cristã, me surpreendeu ver e ouvir tamanho absurdo. Ainda mais com o orientador “líder” dos novos convertidos presente na igreja em que me encontrava. Permitiu que uma ignorância dessa levantasse a hipótese absurda e mentirosa, afirmando que as testemunhas de Jeová cultuam sangue, ou seja, são adoradores do sangue...Mas não percebem que o sangue é a alma do corpo.

As Testemunhas de Jeová defendem a opinião que já foi e continua sendo uma questão de enfermidade por transfusão de sangue, mesmo esse sendo feito por motivo de cirurgia. Defendem a ideia do soro especial para atos cirúrgicos, mas os médicos afirmam também que não há sangue puro, que toda a transfusão a de contaminar o individuo que a recebe, por mais cuidado que se faz. Claro que entre o individuo morre ou receber a transfusão de sangue é melhor receber, pois, a contaminação será mínima devido a certo cuidados laboratoriais. Pois esse soro que alegam existir e "existe", mas é sem duvida a preço que poucos podem receber. Em nosso país ainda a melhor solução é o sangue, pelo menos em hospitais públicos e baratos.

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Quem assistiu ao filme absorveu muito conhecimento, mas quem leu o livro acrescentou mais ainda em sua vida cristã... "O livro de Apocalipse da Bíblia Sagrada é sessenta anos mais novo do que os demais" Lutero deixou uma obra extensa em uma denominação cristã que ainda existi em nossa era, eles se denominam com conhecimento "luteranismo" isto para poder identificar de onde vem o desenvolvimento de seus conhecimentos... O passado espiritual do homem está coalhado de deuses e redentores, por isso acreditam apenas na fé, esse é o ceguismo que impede a divindade da essência cristã a se desenvolver na humanidade...






A teologia da graça de Lutero.

O desejo de obter títulos acadêmicos levaram Lutero a estudar as Escrituras em profundidade. Influenciado por sua formação humanista a buscar "ad fontes" (nas fontes), mergulhou nos estudos sobre a Igreja Primitiva. Devido a isso, termos como "penitência" e "honestidade" ganharam novo significado para ele.
Já convencido de que a Igreja havia distorcido sua visão acerca de várias das verdades do Cristianismo ensinadas nas Escrituras, sendo a mais importante delas a doutrina da chamada "Justificação" apenas pela fé. Ele começou a ensinar que a Salvação era um benefício concedido apenas por Deus, dado pela Graça divina através de Jesus Cristo e recebido apenas por meio da fé.
Mais tarde, Lutero definiu e reintroduziu o princípio da distinção própria entre a Torá (Pentateuco/Lei Mosaica) e os Evangelhos, que reforçavam sua teologia da graça. Em conseqüência, Lutero acreditava que seu princípio de interpretação era um ponto inicial essencial para o estudo das Escrituras. Notou, ainda, que a falta de clareza na distinção da Lei e dos Evangelhos, era a causa da incorreta compreensão dos Evangelhos de Jesus pela Igreja de seu tempo, instituição a quem responsabilizava pela criação e fomento de muitos erros acerca de princípios teológicos fundamentais.

A controvérsia acerca das indulgências.

Além de suas atividades como professor, Martinho Lutero ainda colaborava como pregador e confessor na igreja de Santa Maria, na cidade. Também pregava habitualmente na igreja do Castelo (chamada de "Todos os Santos" porque ali havia uma coleção de relíquias, estabelecidas por Frederico II de Sabóia). Foi durante esse período que o jovem sacerdote se deu conta dos problemas que o oferecimento de indulgências aos fiéis, como se esses fossem fregueses, poderia acarretar.
A indulgência é a remissão (parcial ou total) do castigo temporal imputado a alguém por conta dos seus pecados. Naquele tempo qualquer pessoa poderia comprar uma indulgência, quer para si mesmo, quer para um parente já morto que estivesse no Purgatório. O frade Johann Tetzel fora recrutado para viajar através dos territórios episcopais do arcebispo Alberto de Mogúncia, promovendo e vendendo indulgências com o objetivo de financiar as reformas da Basílica de São Pedro, em Roma.
Lutero viu este tráfico de indulgências como um abuso que poderia confundir as pessoas e levá-las a confiar apenas nas indulgências, deixando de lado a confissão e o arrependimento verdadeiros. Proferiu, então, três sermões contra as indulgências em 1516 e 1517. Segundo a tradição, a 31 de outubro de 1517 foram afixadas as 95 Teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, com um convite aberto ao debate sobre elas. Essas teses condenavam o que Lutero acreditava ser a avareza e o paganismo na Igreja como um abuso e pediam um debate teológico sobre o que as Indulgências significavam. Para todos os efeitos, contudo, nelas Lutero não questionava diretamente a autoridade do Papa para conceder as tais indulgências.

A discordância com João Calvino

No movimento reformista (também chamado de Reforma), Lutero não concordou como o "estilo" de reforma de João Calvino. Martinho Lutero queria reformar a Igreja Católica,enquanto João Calvino, acreditava que a Igreja estava tão degenerada, que não havia como reformá-la. Calvino se propunha a organizar uma nova Igreja que, na sua doutrina (e também em alguns costumes), seria idêntica à Igreja Primitiva. Já Lutero decidiu reformá-la, mas afastou-se desse objetivo, fundando, então, o Protestantismo, que não seguia tradições, mas apenas a doutrina registrada na Bíblia, e cujos usos e costumes não ficariam presos a convenções ou épocas. A doutrina luterana está explicitada no "Livro de Concórdia", e não muda, embora os costumes e formas variem de acordo com a localidade e a época.

“O casamento de Lutero com a ex-freira cisterciense incentivou o casamento de outros padres e freiras que haviam adotado a Reforma. Foi um rompimento definitivo com a Igreja Romana”.

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Se analisarmos como surge o mal e o bem, poderemos assim entender os conceitos para educação do ser - humano. Um ser - humano não tem como ser totalmente bom, como também não tem como ser completamente mau, pois, o bem e o mau, lados psíquicos de nossa humanidade não permitem, pois ha outros sentimentos em nossa conduta humana. Todos "quase todos" vêem Martinho Lutero como bom e Adolf Hitler como o mal. Resolvi expor esses dois por assuntos referentes à Alemanha. Mas o que tem que ser entendido é o que levaram esses dois, a esses comportamentos e se em toda sua vida humana foram totalmente bons ou maus...

"Adolf Hitler quando criança".








-1 De Abril de 1933 - Os Nazis, recém-eleitos, organizam sob a batuta de Julius Streicher um boicote de um dia a todas as lojas e negócios pertencentes a Judeus na Alemanha, uma premonição do Holocausto. Neste cartaz afixado por um membro da milícia para-militar SA (os camisas pardas), lê-se a seguinte propaganda anti-semita: "Alemães, defendam-se! Não comprem dos judeus"!


A obra de Hitler: Mein Kampf.








Sobre os Judeus e Suas Mentiras (do alemão Von den Juden und ihren Lügen) é um tratado escrito em Janeiro de 1543 pelo teólogo protestante Martinho Lutero, em que defende a perseguição dos Judeus, a destruição dos seus bens religiosos, assim como o confisco do seu dinheiro.
Ainda que, inicialmente, Lutero tenha tido uma visão mais favorável dos Judeus, a recusa destes em se converter ao movimento protestante que se iniciara levou Lutero a adoptar diversas acusações e incentivar um anti-semitismo que, juntamente com outras obras e ideais.

O Tratado

O tratado é polêmico condenando a religião judaica a partir de uma ótica cristã. Lutero escreve que aqueles que continuam aderindo ao Judaísmo "devem ser considerados como sujeira.", escreveu ainda que eles são "cheios de fezes do diabo ... que eles chafurdam como um porco" e a sinagoga é "uma prostituta incorrigível". Ele argumenta que as suas sinagogas e escolas devem ser incendiadas, os seus livros de oração destruídos, rabinos proibidos de pronunciar sermões, casas arrasadas, e propriedade e dinheiro confiscados. Eles não devem ser tratados com nenhuma clemência ou bondade, não permitir nenhuma proteção legal, e esses "vermes venenosos" devem ser dirigidos a trabalho forçado ou expulsos para sempre. Ele também parece tolerar o assassinato de Judeus, escrevendo "temos culpa em não matá-los."

Trechos do Livro “Sobre os judeus e suas mentiras”.

“(…) Finalmente, no meu tempo, foram expulsos de Ratisbona, Magdeburgo e de muitos outros lugares… Um judeu, um coração judaico, são tão duros como a madeira, a pedra, o ferro, como o próprio diabo. Em suma, são filhos do demônio, condenados às chamas do Inferno. Os judeus são pequenos demônios destinados ao inferno”. “Queime suas sinagogas. Negue a eles o que disse anteriormente. Force-os a trabalhar e trate-os com toda sorte de severidade … são inúteis, devemos tratá-los como cachorros loucos, para não sermos parceiros em suas blasfêmias e vícios, e para que não recebamos a ira de Deus sobre nós. Eu estou fazendo a minha parte.”
“Resumindo, caros príncipes e nobres que têm judeus em seus domínios, se este meu conselho não vos serve, encontrai solução melhor, para que vós e nós possamos nos ver livres dessa insuportável carga infernal – os judeus”.

Controvérsias

O tratado ainda gera várias controvérsias principalmente no que diz respeito a supostas influências que os escritos antissemitas de Lutero exerceram sobre as doutrinas racistas do regime nazista, bem como no antissemitismo alemão. A visão acadêmica prevalecente desde a Segunda Guerra Mundial é que o tratado exerceu uma grande influência na atitude da Alemanha em direção aos seus cidadãos judeus nos séculos entre a Reforma e o Holocausto. Quatrocentos anos depois que foi escrito, os Nacionais-Socialistas expuseram Sobre os judeus e suas mentiras durante seus comícios e reuniões em Nuremberg, e a cidade de Nuremberg apresentou uma primeira edição a Julius Streicher, editor do jornal Nazista Der Stürmer, o jornal que o descreve como o tratado mais radicalmente antisemítico já publicado.
O renomado historiador Michael H. Hart afirma que Lutero “embora se rebelasse contra a autoridade religiosa, poderia ser extremamente intolerante com quem dele discordasse em assuntos religiosos. Possivelmente foi devido em parte à sua intolerância o fato de as guerras religiosas terem sido mais ferozes e sangrentas na Alemanha do que, digamos, na Inglaterra. Além disso Lutero era feroz anti-semita, tendo talvez, a extraordinária virulência de seus escritos sobre os judeus preparado o caminho para o advento de Hitler na Alemanha do século XX”. O próprio Hitler em seu Mein Kampf considerou Lutero uma das três maiores figuras da Alemanha, juntamente com Frederico, o Grande, e Richard Wagner. Em seu livro Why the Jews? (Por Que os Judeus?), Dennis Prager e Joseph Telushkin escrevem: “[...] os escritos posteriores de Lutero, atacando os judeus, eram tão virulentos que os nazistas os citavam frequentemente. De fato, Julius Streicher (nazista), argumentou durante sua defesa no julgamento de Nuremberg que nunca havia dito nada sobre os judeus que Martinho Lutero não tivesse dito 400 anos antes”. Alguns historiadores consideram Lutero o primeiro autor a delinear o anti-semitismo moderno.
Contra toda esta visão, o teólogo Johannes Wallmann escreve que o tratado não teve nenhuma continuidade da influência na Alemanha, e não foi de fato basicamente ignorado durante os séculos 18 e 19. Hans Hillerbrand argumenta que concentrar-se no papel de Lutero no desenvolvimento do anti-semitismo alemão é subestimar "a mais grande peculiaridade da história alemã.". O historiador escocês Niall Ferguson, autor The War of the World seu trabalho de 2006, observa que aos anos 1930 os Judeus da Alemanha estiveram entre os mais integrados na Europa.
Os cristãos luteranos afirmam a Igreja Luterana tem esse nome em homenagem de seu mais famoso líder, porém não acata todos os escritos teológicos de Lutero, principalmente os escritos que atacam os judeus. Desde os anos 1980, alguns órgãos da Igreja Luterana formalmente denunciaram e dissociaram-se dos escritos de Lutero sobre os judeus. Em Novembro de 1998, no 60o aniversário de Kristallnacht, a Igreja Luterana da Baviera emitiu uma afirmação:
"é imperativo para a Igreja Luterana, que sabe que é endividada ao trabalho e a tradição de Martinho Lutero, de levar a sério também as suas declarações anti-judaicas, reconhece a sua função teológica, e reflete nas suas consequências. Temos que nos distanciarmos de cada [expressão de] antissemitismo na teologia Luterana."

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Deste que em minha transição infantil à adolescência sempre absorvi o livro Bíblia Sagrada em minha leitura, pois, me era condicionalmente persuadido a fazê-lo. E esse processo me trouxe a curiosidade da vida de Jó. Uma vez, já com a mente absorvida de questionamento sobre esse ponto enigmático dos testos que não eram decifrados por mim, perguntei ao meu instrutor bíblico. Porque Deus fez isto com Jó? E a resposta foi: Para testá-lo. Eu: Mas ele não sabe de tudo o que acontece dentro e para fora de nossa humanidade? Resposta: Sabe, mas Ele quer que o homem prove a ele mesmo que pode ser fiel mesmo debaixo das dificuldades. Eu: “Não adianta ser bom para esse Deus, pois, de qualquer maneira ele faz a gente sofrer”. Bart D. Ehrman trás essa polemica com ousadia e inteligência de um verdadeiro cristão. Pois, ainda em minha adolescência descobri que os nossos “Eu-s Divinos” é que formam esse Deus, mas antes acreditava que Deus era a “vida”, pois eles são muitos parecidos em seus aspectos... Crescemos com nossos questionamentos, absorvemos em nossa essência a razão do porque da necessidade de se criar mitos.

A narrativa popular: O sofrimento de Jó como um teste para a fé.

A ação da narrativa popular em prosa alterna cenas na terra e no céu. A história começa com o narrador indicando que Jó vivia na terra de Uz; normalmente localizada em Edom, a sudeste de Israel. Jó, em outras palavras, não é israelita. Sendo um livro “sapiencial”, este relato não está preocupado com tradições especificamente israelitas, mas em compreender o mundo de modos que fi zessem sentido para todos seus habitantes. Seja como for, Jó é descrito como “íntegro ereto, que temia Deus e se afastava do mal” (Jó 1:1). Já vimos que em outros livros sapienciais, como Provérbios, a riqueza e a prosperidade são dadas aos justos perante Deus. Aqui o ditado é confirmado. Jó é definido como estupendamente rico, com 7 mil ovelhas, 3 mil camelos, quinhentas juntas de bois, quinhentos jumentos e muitos servos. Sua religiosidade se manifesta na devoção diária a Deus; toda manhã cedo ele faz uma oferenda a Deus por todos os seus filhos, sete filhos e três filhas, para o caso de eles terem cometido algum pecado. O narrador então se transfere para um cenário celestial em que os “seres celestiais” literalmente: os filhos de Deus) se apresentam perante o Senhor, Satanás entre eles. É importante perceber que aqui Satanás não é o anjo caído que foi expulso do paraíso, o inimigo cósmico de Deus. Aqui ele é retratado como um dos membros do conselho divino de Deus, um grupo de divindades que regularmente se reportam a Deus e, evidentemente, percorrem o mundo fazendo a sua vontade. Apenas em um estágio posterior da religião israelita (como veremos no capítulo 7) Satanás se torna “o Diabo”, inimigo mortal de Deus. O termo Satanás em Jó não parece ser tanto um nome quanto uma descrição de sua função: literalmente, significa “o Adversário” (ou o Acusador). Mas ele não é adversário de Deus: é um dos seres celestiais que se reportam a Deus. É um adversário no sentido de que faz o papel de “advogado do diabo”, questionando a sabedoria convencional para tentar provar uma tese. Naquele momento exato, seu desafio tem a ver com Jó. O Senhor gaba-se com Satanás da vida impecável de Jó, e Satanás desafia Deus: Jó é probo apenas porque em troca é altamente abençoado. Se Deus tirasse o que Jó tem, insiste Satanás, Jó “te lançará maldições em rosto” (Jó 1:11). Deus não concorda, e o autoriza a tirar tudo de Jó. Em outras palavras, este é um teste para a justeza de Jó: teria ele uma devoção desinteressada ou sua devoção a Deus depende inteiramente do que consegue ganhar com o acordo? Satanás ataca a casa de Jó. Em um dia os bois são roubados, as ovelhas são queimadas pelo fogo dos céus, os camelos são atacados e levados, todos os servos são mortos e até mesmo os fi lhos e fi lhas são desapiedadamente destruídos por uma tempestade que arrasa sua casa. A reação de Jó? Como Deus previra, ele não pragueja por seu azar; fica de luto: Então Jó se levantou, rasgou seu manto, raspou sua cabeça, caiu por terra, inclinou-se no chão e disse: “Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei para lá. O Senhor o deu, o Senhor o tomou, bendito seja o nome do Senhor.” (Jó 1:20) O narrador nos assegura de que nem mesmo com tudo isso, “Jó não cometeu pecado nem imputou nada de indigno contra Deus” (Jó 1:22). É o caso de pensar qual “indignidade” Deus poderia cometer, se roubo destruição de propriedade e assassinato não são errados. Mas nesta história, pelo menos, o fato de Jó preservar sua justeza significa continuar a confiar em Deus, seja lá o que Deus faça a ele. A narrativa então se transfere para uma cena celestial de Deus e seu conselho divino. Satanás aparece perante o Senhor, que mais uma vez se gaba de seu servo Jó. Satanás retruca que é claro que Jó não amaldiçoou Deus ele mesmo não sofreu dor física. Mas, diz Satanás a Deus, “estende a mão, fere-o na carne e nos ossos; eu garanto que te lançarás maldições em rosto” (Jó 2:5). Deus permite que Satanás faça isso, prevenindo que não tire a vida de Jó (em parte, pode-se supor, porque seria difícil avaliar a reação de Jó se ele não estivesse vivo para ter uma). Satanás então feriu Jó com “chagas malignas desde a planta do pé até o cume da cabeça” (Jó 2:7). Jó se senta em um monte de cinzas e esfrega suas feridas com um caco de cerâmica. Sua esposa o estimula a seguir o caminho natural: “Persistes ainda em tua integridade? Amaldiçoa a Deus e morre duma vez!” Mas Jó se recusa: “Se recebemos de Deus os bens, não deveríamos receber também os males?” (Jó 2:10). Apesar de tudo, Jó não peca contra Deus. Três amigos de Jó vão até ele Elifaz de Tema, Baldad de Suás e Sofar de Naamat. E fazem a única coisa que amigos de verdade podem fazer nesse tipo de situação: choram com ele, compartilham sua dor e se sentam com ele, sem dizer uma palavra. Sofredores não precisam de conselhos, mas de presença humana reconfortante. É nesse ponto que começa o diálogo poético, no qual os amigos não se comportam como amigos, muito menos reconfortam, insistindo em que Jó simplesmente teve o que merecia. Falarei sobre esses diálogos depois, já que são de um autor diferente. A narrativa popular só é retomada na conclusão do livro, ao final do capítulo 42. É óbvio que um pouco da narrativa popular se perdeu no processo de somá-la aos diálogos poéticos, pois quando ela reinicia Deus dá sinais de que está com raiva dos três amigos pelo que eles disseram em oposição ao que Jó tinha dito. Isso não pode ser uma referência ao que os amigos e Jó disseram nos diálogos poéticos, porque neles são os amigos que defendem Deus, e Jó que o acusa. Assim, uma parte da narrativa popular deve ter sido eliminada quando os diálogos poéticos foram adicionados. Não há como saber o que os amigos disseram que ofendeu Deus. O que fica claro, porém, é que Deus recompensa Jó por passar no teste: ele não o amaldiçoou. Jó recebe a ordem de fazer um sacrifício e orar por seus amigos, e obedece. Deus então devolve a Jó tudo o que tinha sido perdido, e ainda mais: 14 mil ovelhas, 6 mil camelos, mil juntas de bois, mil jumentos. E dá a ele mais sete filhos e três filhas. Jó vive seus dias em paz e prosperidade cercado dos filhos e netos. A visão do sofrimento nessa narrativa popular é bem nítida: algumas vezes o sofrimento se abate sobre o inocente de modo a revelar se sua devoção a Deus é genuína e desinteressada. As pessoas são fiéis apenas quando as coisas vão bem ou são fiéis independentemente das circunstâncias? Para o autor é óbvio: não importa como as coisas estejam ruins, Deus ainda merece devoção e louvor. Mas é possível apresentar sérias objeções quanto a essa perspectiva, questões levantadas pela própria narrativa popular. Para começar, muitos leitores ao longo dos anos sentiram que Deus não está envolvido no sofrimento de Jó; afinal é Satanás que o causa. Mas uma leitura mais atenta do texto mostra que não é assim tão simples. É exatamente Deus que autoriza Satanás a fazer o que faz; ele não poderia fazer nada sem a ordem de Deus. Além disso, em dois pontos o texto indica que Deus é, em última instância, o responsável. Após a primeira rodada de sofrimento para Jó, Deus diz a Satanás que Jó “persevera em sua integridade, e foi por nada que me instigaste contra ele para aniquilá-lo” (Jó 2:3). Nesse ponto, Deus é o responsável pelo sofrimento do inocente Jó, instigado por Satanás. Deus também destaca que não havia “nada” pelo que Jó tivesse de sofrer. Isso coincide com o que acontece no final da história, quando a família de Jó o consola depois que a provação termina, mostrando simpatia por ele “pela desgraça que o Senhor lhe tinha enviado” (Jó 43:11). O próprio Deus tinha provocado à infelicidade, a dor, a agonia e a perda que Jó experimentara. Não é possível culpar apenas o Adversário. E é importante lembrar o que essa perda implica: não apenas perda de propriedade, o que já seria bastante ruim, mas uma devastação do corpo e o selvagem assassinato dos dez filhos de Jó. E para quê? “Por nada” a não ser provar a Satanás que Jó não iria amaldiçoar Deus mesmo que tivesse todo o direito de fazê-lo. Ele tinha o direito de fazê-lo? Lembrem-se, Jó não fi zera nada para merecer tal tratamento. De fato era inocente, como o próprio Deus reconhece. Deus fez isso a ele para vencer uma aposta com Satanás. Esse obviamente é um Deus acima, além e em nada submetido aos padrões humanos. Qualquer outro que destruíssem todos os seus bens, o ferisse fisicamente e assassinasse seus filhos — simplesmente por capricho ou uma aposta estaria sujeito à punição mais severa que a justiça pudesse impor. Mas Deus obviamente está acima da justiça e pode fazer o que quiser para provar uma tese.

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O homem perde a vivência na estadia da vida que possui do corpo que julga ser dono, mas quando morre fica no universo da matéria, que por isso não possa nem mesmo dizer-se dono de tal matéria, pois, “retornarás ao pó de onde surgiste”... Uma razão de não nos preocuparmos com a vida após a morte, pois, ela se manifesta em seu próprio circulo deste universo sem a necessidade de intervenção da mão do homem... Os cuidados que aparentemente que o homem mostra possuir com a vida, é pelo fato de temer a sua extinção e não com a extinção da vida... Portanto a preocupação da vida após a morte é simplesmente o fato de querer possuir a permanência num mundo do universo material, querendo tornar assim a existência de tal fato psicológico a uma realidade nossa... Não percebe que a importância é a de valorização de vivenciar o que vivemos e não do que iremos viver. Buscar um presente vivido a nós é deixar algo construído aos nossos semelhantes, é propor a existência da raça-humana ao melhor da vida que surge em nós... O desespero das doenças e da pobreza é um obstáculo enorme entre o homem e a vida, pois o homem não se ver na vida que tem e sim na vida que deseja ter. O conhecimento que a vida propõe é totalmente diferente da que surge do homem, mas subscrevemos que a luta por direitos iguais em uma sociedade é o direito de o homem propor uma vida de igualdade no plano físico em que vivemos, mas no plano espiritual já não há necessidade disto. O estado psicológico do ser - humano que busca o prazer de uma vida espiritual não é o mesmo que busca uma vida de prazer no mundo das coisas que construímos... Por isso a intervenção do homem no mundo espiritual causa a cegueira total do individuo que busca a libertação para uma harmonização de vida plena, seja rico, seja pobre... O racismo, o machismo e o feminismo de nada servem para contribuição do bem estar da humanidade. Homens e mulheres deverão ter-se em direitos plenos em uma sociedade, seja ela qual for, do mesmo plano que a vida nos deixa viver na matéria que realizamos nosso desejo e vontades. O estado psíquico na razão do ser que somos devem garantir uma vida plena e saudável por nós nas sociedades que construímos... Imaginar um mito ou mesmo um ser existente em nossa busca de vida prazerosa no plano físico ou espiritual é o fracasso dessa busca, pois, mesmo “os que se enforcam buscam a felicidade na vida”.

Tobias Barreto escreveu estes inolvidáveis versos:

“Se é sempre o mesmo engodo;
Se o homem chora e continua escravo;
De que foi que Jesus salvar-nos veio?”



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